ARQUITETURA EFÊMERA

Bem ao contrário do que o próprio nome diz, a arquitetura efêmera vem se mostrando bastante sólida e eficaz quando se trata de atingir a um determinado público ou segmento.

Cada vez mais presente em eventos sociais, feiras de negócios ou em nichos do varejo, esta arquitetura, que tem um caráter temporário, deve ser bem específica e atender a três requisitos mínimos:

  • ENTENDER E COMUNICAR-SE COM SEU PÚBLICO-ALVO
  • TRANSMITIR UMA MENSAGEM EFICAZ E DIRETA
  • SER COERENTE COM SUA DURAÇÃO TEMPORÁRIA
       Foto: Éder Bruscagin. Projeto da Élli Arquitetura para Academia Barbante, São Paulo, SP

Segundo Armando Campos Mello, presidente da Ubrafe (União Brasileira de Promotores de Feiras), todos os anos são realizados cerca de 2 mil feiras de negócios no Brasil, sendo 1.200 do agronegócio e 800 da indústria, comercio e serviços. Elas movimentam R$16 bilhões por ano. Deste total, R$1,6 bilhão é o dinheiro que gira com as empresas de Arquitetura Efêmera, aquelas que criam pavilhões e estandes para os participantes desses eventos.

Fonte: Revista Móbile (Revista do CAU/SP, edição março.abril 2017)

Como é uma arquitetura com data marcada para terminar (às vezes só 24 horas), opta-se por um conceito de projeto bem racionalizado, com materiais de fácil transporte, montagem e desmontagem. Materiais reciclados e reaproveitados são sempre bem-vindos e fazem valer o investimento daquele evento.

 Foto: Éder Bruscagin. Projeto da Élli Arquitetura para Confraria Paulistânia, Morumbi Shopping, São Paulo, SP

Independente do sistema construtivo utilizado ou do tempo de duração deste estande quiosque ou arena, esta arquitetura deve sempre trazer uma resposta rápida a uma necessidade passageira. Deve abrigar o evento a que se propõe levando uma mensagem rápida e dinâmica a seu público, transmitindo, através de seu visual, seu caráter único: transitório, passageiro, efêmero.

Foto: Éder Bruscagin. Projeto da Élli Arquitetura para a Delinear Móveis, na feira High Design Expo, São Paulo, SP
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ESCOLAS – 10 DICAS PARA DEIXAR SUA FACHADA INCRÍVEL E ATRAENTE

A FACHADA deve ser o cartão de visitas de sua escola: é ela que tem o poder de convidar o público a entrar naquele estabelecimento, ou não. Quanto mais interessante e atraente for, mais fará com que as pessoas tenham vontade de entrar e ver o que há dentro daquele local. Ter os melhores professores ou as secretárias ou consultoras mais bem treinadas não valerá de nada se a fachada não for atrativa o suficiente para que o cliente se sinta convidado a entrar nela. Por isso, é fundamental conhecer seu público-alvo, para que a fachada de sua escola tenha “a cara de seu aluno”.

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Veja mais algumas DICAS do que você DEVE e NÃO DEVE considerar ao reformar ou construir a fachada de sua escola.

APOSTE em:

  1. Uma arquitetura mais “clean”, com linhas mais retas e sóbrias. Assim, você terá boas possibilidades para trabalhar sua comunicação visual, sem ter que quebrar a cabeça por conta do excesso de ornamentação do imóvel;
  2. Portas e janelas amplas, em vidro temperado, como se fossem vitrinas – isto expõe sua estrutura e os serviços que você oferece; se necessário, instale grades com linhas retas, que não tiram o protagonismo destas “vitrinas”;
  3. Cores e revestimentos que tenham a ver com o curso que você oferece;
  4. Um bom logotipo;
  5. Letreiro de fachada, de preferência retroiluminado;
  6. Comunicação visual feita por uma empresa especializada;
17 16bFoto: Escola Primetime, Morumbi – SP. Fonte: primetimecd.com.br
17 16aFoto: Escola Kindergarten Kekec, Ljubljana, Eslovênia . Fonte: archdaily.com

EVITE:

  1. Portões ou grades muito ornamentadas, que lembram a casa da vó. Prefira sempre os gradis com desenhos mais retos e comerciais;
  2. Telhados aparentes. Aposte em platibandas (mureta de alvenaria) que escondem as águas do telhado. Com isto você ganha espaço para a instalação de seu letreiro, que é peça fundamental na fachada e merece destaque;
  3. Comunicação visual pintada diretamente nos muros – se forem malfeitas, podem dificultar a leitura de seu logotipo e comprometer a reputação de sua marca;
  4. Degraus superiores a 2 cm – esta medida, pasmem, já é suficiente para que uma pessoa com cadeira de rodas tenha muita dificuldade para entrar em sua escola. Peça ajuda a um arquiteto para aplicar as normas de acessibilidade em sua escola!
17 16cFoto: exemplo de comunicação visual distorcida. Fonte: metropoles.com

Estas foram algumas dicas para você levar em consideração na hora de buscar um novo imóvel para sua escola ou mesmo para reformar seu atual. Seja qual for seu nicho de atuação, as diretrizes são as mesmas: uma casa é uma casa; um banco é um banco; uma escola é uma escola. Cada um destes estabelecimentos deve possuir características que o identifiquem como tal. A arquitetura da fachada é uma delas. Não deixe sua escola ser confundida com outro comércio ou mesmo com uma casa.

Deixe sua fachada incrível e com cara de escola!

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EI… QUERO FALAR COM VOCÊ, DONO DE ESCOLA!

Este post foi escrito pra você, que é dono de uma escola – de qualquer natureza: idiomas, danças, músicas, artes, educação infantil, fundamental.

Quero falar com você que se preocupa não somente em oferecer um ENSINO DE QUALIDADE a seus alunos, mas também em proporcionar SEGURANÇA, CONFORTO E BEM-ESTAR a todos os usuários deste estabelecimento.

Além de ensinar, a escola também tem o papel de reunir e promover encontros entre as pessoas, como um espaço de convívio. Se este espaço for receptivo, confortável e agradável visualmente, as tarefas ali praticadas serão desenvolvidas de maneira muito mais prazerosa, tanto para os alunos quanto para os funcionários.

E é com uma boa ambientação que estes espaços podem ser transformados. Mas, afinal de contas, o que é ambientação?

Ambientação é um conjunto de intervenções que fazemos em um ambiente para deixá-lo atraente. Assim, ajudamos a promover seus serviços, fidelizar seu cliente e alavancar suas vendas.

PROMOVER SERVIÇOS → FIDELIZAR CLIENTE → ALAVANCAR  VENDAS

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Um espaço ambientado possui características que despertam boas sensações em seus usuários e aguçam seus sentidos, fazendo com que ele interaja com aquele espaço e crie com ele uma relação de afeto e identidade, prolongando sua permanência naquele local. As boas características de um espaço físico despertam sensações em seus usuários. Estas sensações despertam reações ou comportamentos que podem ir desde uma maior permanência na escola até a recomendação efetiva daquele serviço.

BOAS CARACTERÍSTICAS DO ESPAÇO FÍSICO → BOAS SENSAÇÕES → BOAS REAÇÕES

17 15bFoto: creategreatschools.wordpress.com

Conhecendo o seu público, você saberá exatamente o que oferecer a ele, de modo que sua escola possa ser ambientada de maneira tão agradável quanto sua loja preferida, por exemplo.

Por isto, farei uma sequência de posts que abordam considerações que não podem ser esquecidas na hora de montar sua escola nova ou de reformar a atual, a fim de deixá-la o mais atraente possível a seus frequentadores.

Temas como Fachada, Recepção, Sala de Aula, Espaços de Convívio, dentre outros, serão abordados. Fique de olho no blog e acompanhe as postagens.

Ah… e não deixe de seguir a página!! Vai lá, clica! É rapidinho!

 

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AZUL É AZUL. AMARELO É AMARELO!

Tome muito cuidado com o tipo de lâmpada que você está usando em seu estabelecimento!

Geralmente você escolhe que lâmpada vai usar em sua loja levando em conta apenas o melhor preço e o melhor consumo, certo? Por isso te convido a conhecer mais algumas informações e características que uma lâmpada pode conter, pra que você passe a utilizar a lâmpada certa em cada setor do seu PDV.

A lâmpada certa valoriza seu produto e mostra as reais características dele. A errada, pode comprometer muito sua exposição, diminuindo ou até impedindo suas vendas.

Quantas vezes você comprou uma blusa azul e quando chegou em casa viu que não era azul, mas sim preta? Isto acontece porque em muitos casos a lâmpada utilizada sobre o mostrador não possui um bom ÍNDICE DE REPRODUÇÃO DE COR e, assim, o azul não fica tão azul, o amarelo não parece tão amarelo…

O IRC, ou ÍNDICE DE REPRODUÇÃO DE COR, é a capacidade que uma fonte de luz tem de reproduzir a cor de um objeto ou de uma superfície. A referência perfeita deste índice é a luz natural (luz solar). Então, uma lâmpada com um IRC alto apresenta a cor de um objeto muito fielmente, como se ele estivesse exposto à luz do sol (pense sempre na luz do sol ao meio-dia). O mesmo se aplica à uma lâmpada com IRC baixo: a visualização das cores será deficiente, não tão fiel. Este índice é medido através de uma escala que vai de 0 a 100, sendo que quanto mais próximo de 100, maior a eficiência da fonte de luz em reproduzir com fidelidade a cor dos objetos.

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Lâmpadas com alto IRC apresentam melhores índices de reprodução em grande parte das cores, principalmente nos tons quentes, avermelhados.

Veja nas imagens abaixo como um mesmo objeto pode ter sua leitura comprometida sob uma fonte de luz com IRC baixo.

17 13a digiolightingNa imagem inferior, alto IRC deixa a cor mais nítida e viva. Foto: diGio Lighting
17 13c juno led lighting pinterestUm produto pode ter sua cor alterada se a escolha do IRC não for correta. Foto: Led Lighting (Pinterest)

Há certos nichos comerciais em que a fidelidade da cor não é tão importante. Mas no seu PDV, um bom IRC é fundamental!

Vitrine; nichos e displays; gôndolas ou qualquer outro mostrador; provador. Nestes espaços procure sempre utilizar lâmpadas com IRC igual ou superior a 80.

Pra te ajudar, veja na imagem abaixo alguns tipos de lâmpada indicados para espaços comerciais e seus respectivos índices (IRC).

17 13b empaluxFoto: Empalux

Veja então que os LEDs de boa procedência, as halógenas (PAR, AR, dicroicas) e as fluorescentes são as mais indicadas para os estabelecimentos comerciais, pois apresentam todas um índice de reprodução de cor superior a 80. Claro que cada uma destas lâmpadas, além de possuir um IRC alto, possui funções específicas. Portanto, deve ser usada com critério e estudo em cada caso. Mas isto é assunto para outro post!

Mas daí você me pergunta, onde eu acho esta informação? Os catálogos e os sites dos principais fabricantes de lâmpadas indicam o IRC dos diversos tipos e modelos disponíveis no mercado. Philips, Osram, GE, Sylvania, Brilia, Empalux, são alguns deles. Em todos eles a informação está bem clara e fácil de ser identificada.

Bem, espero ter plantado um monte de dúvidas na sua cabeça. E essa é a ideia mesmo! Volte pro seu PDV, estude seu produto e a maneira como ele está exposto. Ele está bem iluminado? A lâmpada escolhida possui o IRC certo praquele produto? Avalie cada exposição com cuidado e faça suas anotações. Comece a por a mão na massa!

 

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COMO ILUMINAR UM PROVADOR CORRETAMENTE

Se você possui uma loja de roupas ou artigos de vestuário, leia com carinho este texto!

O provador é uma das áreas mais críticas de um PDV. É nele que acontece a avaliação final da mercadoria (no seu caso, uma roupa) e onde a decisão de compra é tomada.

Se a iluminação deste espaço estiver errada e comprometer a visualização da peça, adeus compra!

É no provador que mercadoria e consumidor devem aparecer da melhor forma possível: lindos e exuberantes!

Um erro muito comum é aproveitar a iluminação vinda de cima (seja forro ou laje). Pontos de luz vindos somente de cima iluminam de mais o topo da cabeça do cliente e de menos o restante do corpo. Além disto, provocam sombra no rosto, que é a primeira coisa que ele vê quando se olha no espelho. Com isso, seu cliente passa a se importar mais com os “defeitos” do rosto que com a própria roupa. Piorar este erro é colocar neste ponto de luz uma lâmpada halógena (dicroica, PAR ou AR). Elas emitem muito calor e seu cliente, incomodado e suando em bicas, não consegue permanecer muito tempo provando as peças.

Com o crescente avanço das tecnologias de iluminação, podemos encontrar diversas fontes de luz que economizam energia e irradiam menos calor. Isso reduz sua conta de luz e proporciona maior conforto a seus clientes dentro do provador.

Mas como fazer isso?

A iluminação do provador deve ser instalada na parte de trás do espelho, iluminando o cliente de frente. Nada de luz em cima ou atrás da pessoa. Luz frontal! E para que esta luz não agrida aos olhos do consumidor, ela deve ser suave e distribuída. Isto se consegue com a utilização de lâmpadas tubulares fluorescentes ou fitas de LED, por exemplo.

Proporcionar luz difusa e com a menor sombra possível fará seu cliente parecer sempre bem mais bonito!!

Veja nas imagens abaixo bons exemplos de provadores bem iluminados. Note que a iluminação fica nas laterais do espelho, de modo verticalizado, com uma luz uniforme e difusa.

17 12aLoja SuperThrash, Amsterdam, Holanda. Fonte: Philips Lighting
17 12cLoja Bizuu Boutique, Polônia. Fonte: Philips Lighting

As soluções apresentadas acima são mais sofisticadas, com um recorte no espelho para a inserção da luz, mas a iluminação pode ser feita pelas laterais do espelho ou ainda afastando o espelho da parede e iluminando-o por trás, de modo que a luz extravase pelas laterais. Mas o que deve ser visto é o efeito da luz e não a lâmpada! Ao utilizar luz nas laterais do espelho, pense em escondê-las em uma caixa de madeira ou MDF, protegida com uma lâmina de acrílico branco leitoso, por exemplo. Ninguém quer ver a lâmpada e sim o efeito que a luz proporciona!

Utilize cores claras nas paredes e revestimentos: o ambiente fica neutro e não ganha mais protagonismo que o produto.

Acerte no IRC da lâmpada. A cor do produto deve ser a mesma, tanto no display do chão de loja quanto dentro do provador. Isto se consegue utilizando fontes de luz com um alto IRC (índice de reprodução de cor). Lâmpadas com IRC acima de 80 são a escolha certa. Existem ótimos fabricantes no mercado que informam este índice em suas embalagens e garantem a eficiência da lâmpada. Procure por eles! Como o IRC é um assunto importante e que interessa a todos os setores de um PDV, falaremos mais detalhadamente sobre ele em um próximo post. Aguardem!

A temperatura de cor da lâmpada escolhida também deve ser muito importante. A luz branca possui variações de tonalidade, ou seja, há brancos mais amarelados, outros mais azulados. Isto se deve à temperatura de cor de cada lâmpada. Ela é medida em Kelvin, numa escala que vai de 2400K (amarelada) até 5500K (mais azulada). Procure trabalhar com a luz branca mais neutra, entre 4000K / 4500K. Não utilize lâmpadas de outras cores! Elas comprometem a leitura das peças e não é isto que você deseja.

17 12eFoto: Cold Sun Led

Se você precisa valorizar seu produto e sofisticar um pouco mais seu PDV, combine a iluminação difusa com algum ponto de luz focada; isto acentua características de pele e rosto, e enriquece o provador. Mas cuidado! Não direcione esta luz para o olhar do cliente e nem tampouco a posicione sobre sua cabeça. De novo… nada de sombra no rosto de ninguém!

A experiência de compra, de que tanto falamos aqui, deve acontecer em sua loja toda e inclusive no provador. Ele é o espaço perfeito para que você trabalhe pelo menos 4 dos 5 sentidos no PDV: a iluminação correta agrada à visão e proporciona a temperatura adequada (sem suor, por favor!); coloque uma música agradável e em um volume adequado (gritar no provador para chamar o vendedor, jamais!); escolha revestimentos suaves ao toque (quem nunca tropeçou no pé da calça ao se trocar?); pense em um aroma agradável para este setor, que normalmente é pouco ventilado.

Faça seu produto ganhar força tendo um bom provador!

 

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SUA MARCA TEM UMA HISTÓRIA PRA CONTAR?

O ato de contar histórias é tão antigo quanto a própria civilização humana. Por muito tempo a história serviu para registrar fatos, mas, acima de tudo, pode e deve comunicar, transmitir uma informação, uma experiência. Uma boa história serve para entreter, envolver, cativar, seduzir e tornar-se inesquecível.

O termo Storytelling (do inglês, narração) que em uma tradução livre pode ser lido como “a prática de contar histórias”, é uma expressão geralmente associada ao marketing e à comunicação: para que uma marca fixe presença na mente de seu consumidor, anunciantes se valem uma boa história, que atraia a atenção de seu interlocutor e que fique em sua memória. Pense em uma propaganda de televisão “chiclete”, aquela que não sai de sua memória, mesmo após anos. Pois bem: esta propaganda não mostrava somente o produto e suas características. Certamente havia uma envolvente música de fundo, uma sequência de imagens interessantes, personagens marcantes, e, é claro, uma narrativa incrível! Taí! Uma bela história foi contada e este produto certamente atingiu seu subconsciente.

No universo varejista, sobretudo no brasileiro, o Storytelling ainda é pouco utilizado nas lojas físicas. Seja por desconhecimento ou porque o empreendedor ainda não tenha enxergado os benefícios desta tática em seu PDV, o fato é que na prática, esta ferramenta desfila mais entre as lojas das grandes redes que nos pequenos varejistas. Mas, sem dúvida nenhuma, todo mundo gosta de ouvir uma boa história e certamente sua marca tem uma para contar!

Veja como exemplo algumas imagens de Storytelling aplicadas ao PDV. A grife francesa Hermès – que em 2016 teve como tema de campanha “natureza à galope” – mostrou, em uma de suas lojas no Japão, a relação da água com a sociedade atual: seu uso como fonte de trabalho e como consumo próprio.

17 11bVitrine principal da loja Hermès, em Tokyo, Japão. Fonte: Designboom.com (Satoshi Asakawa)
17 11cPequenas vitrines da loja Hermès, em Tokyo, Japão. Relação da água com o processo de fabricação dos produtos. Fonte: Designboom.com (Satoshi Asakawa)
17 11dPequenas vitrines da loja Hermès, em Tokyo, Japão. Relação da água com o processo de fabricação dos produtos. Fonte: Designboom.com (Satoshi Asakawa)
17 11ePequenas vitrines da loja Hermès, em Tokyo, Japão. Relação da água com o produto final. Fonte: Designboom.com (Satoshi Asakawa)
17 11fPequenas vitrines da loja Hermès, em Tokyo, Japão. Relação da água com o produto final. Fonte: Designboom.com (Satoshi Asakawa)

Mas como colocar isto em prática?

“Quer que um fato seja lembrado? Embale-o numa história. Você terá 20 vezes mais chance de ter sucesso.”  Jerome Bruner.

Utilize as dificuldades do dia-a-dia a seu favor. As ameaças da concorrência estão e estarão sempre presentes: a feroz disputa por preços, pelo mix de produtos ou pelos melhores prazos de entrega gera uma grande divisão entre os pequenos e os grandes varejistas. As ofertas-relâmpago com preços baixíssimos ou os prazos de entrega à jato (delivery em uma hora) praticados por grandes marcas podem afetar o pequeno empreendedor não preparado para esta competição.

Por isto, caro lojista, crie fortes barreiras de proteção para sua marca. Uma conexão forte com seu público fará com que ele não caia em tentação por uma única oferta da concorrência. Se você está oferecendo não somente produtos, mas uma verdadeira experiência de compra, então você tem um consumidor fiel, leal, engajado e conectado com sua marca.

O Storytelling é uma ótima maneira de transmitir esta conexão. Ele pode criar uma aproximação entre seu público e sua marca (especialmente em sua loja física) e pode ajudar a humanizá-la e fortalecer sua relação com ele (o público).

Para começar a pensar em qual história você vai contar (se deseja contar uma), faça os seguintes questionamentos à sua marca: De onde ela vem? O que ela tem a dizer? Que causa ela defende? Qual a origem do meu produto ou ingrediente? Esta origem é relevante para meu consumidor? Aonde esta marca pode levar meu consumidor? Mostre sua verdade. Conte sua real história.

Faça estas perguntas e tente encaixar as respostas tanto em sua loja física quanto em sua loja on-line. Um grande aliado do Storytelling nas lojas físicas é o Storytelling no meio digital. Um consumidor satisfeito na loja física terá o maior prazer em compartilhar sua experiência nas redes sociais. As redes aproximam a marca de seus consumidores, dando-lhes protagonismo na propagação de sua marca. Além disto, diversas outras informações ou “conteúdos extras” podem ser apresentados em seu site, por exemplo, aumentando ainda mais o vínculo consumidor x marca

Entrar em contato com todas estas informações é motivador e nos faz sentir um desejo enorme de sair colocando a mão na massa, não é? Sei que usar o Storytelling não é tarefa fácil. Mas de certo, a partir de agora, você tem material suficiente para começar a trabalhar. Junte seu roteiro, seus personagens, e comece sua criação. Afinal, que história você vai contar?

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O QUE VOCÊ VENDE?

Neste breve texto, quero convidar você, caro lojista, a analisar seu estabelecimento de uma maneira diferente. Observe seus dispays, suas gôndolas, suas araras, suas ilhas, sua vitrine. Agora, responda à seguinte pergunta: o que você vende?

De certo, você dará como resposta a lista de seu mix de produtos.

Proponho, então, que faça um exercício e vá além desta resposta. Uma loja de doces, vende apenas doce? O dentista, vende apenas o reparo dos dentes? A floricultura, vende apenas flores? E a resposta, sem sombra de dúvidas, é NÃO!

Tente pensar o que mais seu produto pode oferecer além dele mesmo. Uma calça jeans não é apenas uma calça jeans. Ela é o desejo de um corpo mais bem desenhado; ou a sensação de conforto e praticidade; ou ainda, a ideia de juventude e despojamento.

Se você está seguindo este blog, já notou que venho falando em meus textos sobre a experiência de compra que um pondo de venda deve oferecer para se destacar no mercado. Uma experiência de compras bem pensada é aquela que oferece muito mais do que o produto em si. Voltando à floricultura: ela vende tudo, menos flores. Uma boa floricultura vende um pedido de desculpas; um “eu te amo”; um pedido de casamento; um abraço; uma proposta indecorosa; um “muito obrigado”!

Abaixo, uma série de imagens de floriculturas incríveis, para aguçar sua criatividade e provocar a que saia de sua zona de conforto.

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July’s Flower, Xangai, China. Foto: The Cool Hunter

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July’s Flower, Xangai, China. Foto: The Cool Hunter

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Blush, Auckland, Nova Zelândia. Fonte: The Cool Hunter

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Blush, Auckland, Nova Zelândia. Fonte: The Cool Hunter

Volte para seu estabelecimento e avalie seus produtos. O que eles dizem? Que mensagem eles podem passar além de “sou uma calça jeans”? Pergunte à sua loja: O que você vende? Faça este exercício e veja como a resposta pode ser surpreendente!

Sua resposta está representada no seu ponto de venda?

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